Professora que teve casa destruída por incêndio vem realizando abaixo-assinado para criação de lei que regula o uso de fogos de artifício em Jaru, RO

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Foto: Flávio Afonso

 

A professora da rede municipal de ensino, Eridan da Silva Rabelo, que teve a residência consumida por um incêndio no réveillon de 2023, vem realizando um abaixo-assinado para que seja criado um projeto de lei que proíba o uso de fogos de artifício com estampido ou estouro, em Jaru, RO.

O objetivo do abaixo-assinado, que já tem mais de 300 assinaturas, é protocolar na Câmara Municipal de Jaru, para que os vereadores jaruenses criem e aprovem uma lei municipal, com base no Projeto de Lei 5/2022, para proibir a soltura de fogos de artificio e assemelhados com estampido ou estouro.

A proposta não acabará com os espetáculos realizados com fogos de artifício, mas que sejam realizados com o uso de artigos pirotécnicos sem estampido (fogos silenciosos), também conhecidos como fogos de vista.

Esses materiais acabam poluindo nosso meio ambiente, prejudicando e ferindo pessoas, perturbando e causando transtornos aos autistas e pessoas especiais, bem como idosos, crianças e cardíacos. Sem falar no transtorno psicológico, para aqueles que tem alguma espécie de trauma ligado a bombas.



 

O estrondo dos rojões é uma grande tortura para algumas crianças, pessoas sensíveis e/ou com deficiência. Crianças e adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sofrem crises por conta do barulho excessivo dos fogos de artificio.

Os fogos também afetam os animais domésticos, principalmente os cães, fazendo com que muitos fujam de seus lares pelo desespero que os barulhos causam, fiquem desnorteados nos dias de foguetório e tentam buscar abrigo e podem acabar sendo atropelados.

 

Em Jaru, a Policia Militar e o Corpo de Bombeiros são frequentemente acionados para atendimento aos moradores que são prejudicados com o uso de fogos de artificio e assemelhados, principalmente no período de festas, como Réveillon e São João.

Os efeitos são diversos, sendo inúmeros os casos de convulsões, vômitos, síndromes irreversíveis e até mesmo a morte.

Diante disso, pedimos atenção do Poder Legislativo Municipal, para evitarmos esse desfecho e salvarmos vidas. Comemoração e festa não combinam com sofrimento.

 

“Nós, moradores do município de Jaru, que sofremos com as consequências, pedimos agilidade na aprovação da Lei e apoio de todos neste ato”, declarou a professora Eridan, que espera que consiga pelo menos cerca de 1.200 assinaturas para protocolar na Câmara de Vereadores.

 

Fonte: Anoticiamais