Policial civil aposentado morre em região de conflito agrário em RO

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O policial civil aposentado Joaquim Lopes da Silva morreu em uma área de conflito agrário em Rondônia, na terça-feira (14). Outras quatro pessoas ficaram feridas e uma saiu ilesa. Segundo a Polícia Civil, as vítimas estavam em uma caminhonete que foi cercada por um grupo armado.

A delegada Leisaloma Carvalho, que investiga o caso, informou à Rede Amazônica que pelo menos 10 pessoas participaram do ataque. Foram localizados estojos de munição e armas de grosso calibre, como fuzil.

O caso ocorreu na Fazenda Norbrasil, localizada no distrito de Nova Mutum Paraná, em Porto Velho. A região é marcada há anos por disputas violentas no campo. Até o momento, as autoridades não divulgaram oficialmente o motivo da presença do policial civil no local.

Ainda conforme a delegada, as vítimas estavam em uma caminhonete e foram surpreendidas por suspeitos armados que começaram a disparar contra o veículo. O policial Joaquim Lopes da Silva morreu no local e os quatro baleados foram socorridos e levados para um hospital em Porto Velho.

Diante da recorrência de episódios de violência, forças de segurança mobilizaram uma operação para acessar o local na manhã desta quarta-feira (15). A Polícia Civil e diferentes agrupamentos da Polícia Militar foram enviados para a região.

A região também é a mesma onde o marido da influenciadora Thais Reolon, disse ter passado cerca de 12 horas escondido na mata depois de levar um tiro. João Martins é sobrinho de Antônio Martins, conhecido em Rondônia como “Galo Velho”, dono das terras.

Por Rede Amazônica e g1 RO

NOTA DE ESCLARECIMENTO À IMPRENSA



A Associação dos Produtores Rurais do Assentamento Tiago Campin dos Santos (ASPROATCS) vem a público esclarecer que não possui qualquer envolvimento com o ataque ocorrido na terça-feira (14), que resultou na morte de um policial civil aposentado e deixou quatro pessoas feridas, como foi noticiado pela imprensa.

O caso ocorreu na região da Fazenda do Galo Velho (Fazenda Norbrasil), localizada na região de Nova Mutum Paraná, na zona rural de Porto Velho, distante 300 km da capital.

A associação manifesta sua solidariedade aos familiares da vítima e às demais pessoas atingidas, ao mesmo tempo em que repudia, de forma veemente, qualquer ato de violência.

A ASPROATCS afirma, de maneira categórica, que nenhuma ação dessa natureza partiu de seus integrantes, e reforça que não possui qualquer vínculo, relação ou alinhamento com o movimento Liga dos Camponeses Pobres (LCP) ou com quaisquer outros grupos envolvidos em conflitos dessa natureza.

A associação é formada por famílias trabalhadoras que vivem da terra, organizadas sob regras internas claras, baseadas no respeito às leis brasileiras, às instituições, aos poderes constituídos e às autoridades policiais. E a associação possui atuação pacífica, transparente, voltada exclusivamente à produção rural e à subsistência digna do homem do campo.

Reiteramos que a segurança das famílias, das crianças e de toda a comunidade é prioridade absoluta, sendo incompatível com qualquer prática ilegal ou violenta. A associação defende que eventuais conflitos sejam tratados exclusivamente por meios legais e institucionais.

O cotidiano no assentamento é marcado pelo trabalho na terra: plantar, colher e garantir sustento, em busca do reconhecimento de direitos fundamentais, especialmente o acesso à terra e à dignidade no campo.

Diante da gravidade dos fatos, a ASPROATCS pede responsabilidade jurídica e investigação séria na apuração dos fatos, evitando associações indevidas que possam colocar em risco a integridade de famílias que não têm qualquer relação com o ocorrido.

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A entidade permanece à disposição das autoridades para colaborar com os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a legalidade, a paz e a justiça social no campo.

Porto Velho, RO, 15 de abril de 2026

Associação dos Produtores Rurais do Assentamento Tiago Campin dos Santos (ASPROATCS)

NOTA DE ESCLARECIMENTO À IMPRENSA (1)



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