
Um casal de Belém apostou na construção de domos com materiais sustentáveis e transformou a ideia em um negócio de hospedagem que cresce com a demanda da COP 30.
Imagine viver ou se hospedar em uma casa redonda, com paredes feitas de materiais reciclados, vista para o céu e estrutura pensada para se integrar à natureza. Esse é o conceito dos domos geodésicos, construções sustentáveis que estão ganhando espaço no Brasil.
Em Belém (PA), esse tipo de moradia virou negócio nas mãos da arquiteta Tuane Costa e do administrador Thales Barca. Os dois criaram uma empresa especializada em construções modulares.
Os domos fabricados por eles custam a partir de R$ 60 mil e possuem acabamento ecológico e automação. Com a proximidade da COP 30, conferência da ONU sobre clima que acontecerá na cidade em novembro, a demanda disparou.
O domo geodésico é uma construção em formato de cúpula, formada por vários triângulos que se encaixam de maneira precisa. A estrutura lembra um iglu, mas com toques de inovação tecnológica e design sustentável.
Feitos com madeira, plástico reciclado e outros materiais reaproveitados, os domos têm isolamento acústico e térmico e aproveitam recursos locais, como o uso de ladrilhos com temas regionais e móveis feitos com madeira de manejo florestal.
Nas paredes, é possível ver resíduos de açaí prensados, plásticos reciclados com textura lunar e outros materiais reaproveitados.
Além da forma inusitada, o domo é pensado para ser funcional. A parte elétrica e hidráulica já sai pronta da fábrica.
A montagem é rápida, e o interior, aconchegante. Há modelos com isolamento acústico, comando de voz e até fechadura digital.
Com a visibilidade trazida pela COP 30, os Tuane e Thales querem levar seus domos para outras partes do Brasil.
“Quando se está determinado dentro de um projeto, o céu acaba sendo o limite. Colocar energia naquilo que a gente acredita. Não é nada à toa. Não aconteceu em dois anos. É um processo que vem lá de traz e que a gente está começando a colher, mas a gente vai muito longe”.



Fonte: Pegn/g1
Deixe seu comentário