Momento Nossa História: Juscelino Kubitschek em Jaru, RO

Publicada em


JK teve um grande papel no desenvolvimento do país

 

Juscelino Kubitschek de Oliveira Nasceu na cidade Mineira de Diamantina no dia 12 de setembro de 1902, sua vida poderia ser apenas mais uma triste história de um Brasileiro de origem humilde que não alcançou grandes façanhas, mas por força do destino ou por conta da enorme vontade de crescer que existia dentro dele o menino pobre e órfão aos três anos vai se transformar em uma das figuras mais importantes da Política nacional no século XX. O ano de 1905 foi trágico para Dona Júlia Kubitschek, a perda precoce do marido João César de Oliveira fez dela a única responsável por sustentar e educar os filhos Maria da conceição e Juscelino Kubitschek foram anos difíceis, onde com força e determinação ela trabalhou para não deixar faltar nada a Família. Como professora ela se dividia em dar aulas e educar os filhos, Juscelino teve seus primeiros ensinamentos com a Mãe.

Em 1914 pensando na continuidade de seus estudos JK entra para o seminário, único local de sua pequena cidade onde se podia cursar o ensino secundário, mas deixou claro aos responsáveis pelo local que sua vocação era o estudo e não a vida Religiosa. Ele estudou ali até os 15 anos, seus objetivos eram grandes demais para uma cidade acolhedora, porém modesta em recursos, sua maior vontade era estudar medicina e para isso ele precisa morar na capital mineira, em Belo Horizonte as possibilidades para um jovem sonhador eram maiores.

Em 1919 com a viagem financiada pela Mãe Dona Júlia, Juscelino se inscreve em um concurso público para telegrafista em Belo horizonte, conseguir esse emprego era o meio que ele necessitava para custear os seus estudos na área médica. Com a divulgação do resultado o jovem Juscelino atinge a posição de 19º colocado se qualificando para uma vaga, mas a posse só ocorre em meados de 1921. O emprego público ajudou a realizar seu sonho de ingressar no curso de medicina de universidade federal de Minas Gerais no ano de 1922, Juscelino batalhou muito, pois se dividia entre o emprego e os estudos. A luta e o sacrifício foram compensados com a conquista de seu sonho, com a formatura em 1927 um leque de novas oportunidades se abria para ele. Na agita vida social de Belo horizonte Juscelino que com freqüência era visto em festas e bailes sempre bem alinhado, conhece aquela que anos depois viria a ser a sua esposa. Sarah Gomes de Lemos era filha de Luisa Negrão e Jaime Gomes de Souza Lemos. Ex-Senador e político influente no cenário político de minas Gerais. Namorar uma mulher de origem Rica lhe garantiu facilidades profissionais e antes de sacramentar o compromisso com o casamento ele parte para a Europa com o objetivo de cursar uma especialização na área de Urologia, sua estadia no velho continente lhe rendeu a oportunidade de estagiar em grandes centros como Paris, Viena e Berlim.

Primeiro Prédio da escola JK

 

No regresso ao Brasil ele se casa com Sarah Gomes em dezembro de 1931 e volta a medicar exercendo a profissão que tanto amava. Em 1932, Juscelino Kubitschek é convidado a trabalhar na Força pública de Minas Gerais no corpo médico, e ali chegou a atuar na frente de batalha durante a famosa revolução constitucionalista de 32, chegando a executar inúmeras cirurgias em condições extremamente precárias. Terminada a sua participação no conflito JK volta ao trabalho e recebe o convite para disputar uma cadeira de deputado federal, até então ele nunca havia demonstrado interesse na vida pública no campo da política. Em 1934 Juscelino vence a disputa com um número de votos superior a soma de todos os seus adversários reunidos, uma vitória esmagadora de um estreante. Sua primeira decepção na política não demorou muito, pois em 1937 ele perde seu mandato em virtude do golpe desfechado por Getúlio Vargas que instaurou uma ditadura conhecida por “Estado novo”, partidos e candidatos foram cassados e JK foi um deles. Afastado do cargo de deputado federal ele volta a medicar e dessa vez decidido a não mais se envolver com política, porém um convite inesperado do interventor Benedito Valadares para Governar a Prefeitura de Belo Horizonte.

Em 1940, põem diante de JK um novo e estimulante desafio. A frente da prefeitura ele promove uma era de desenvolvimento que transformou Belo Horizonte em uma das cidades mais desenvolvidas do estado de Minas Gerais, sua gestão construiu estradas, avenidas, canalizou córregos, construiu pontes, escolas, postos de saúde, um museu e o magnífico complexo da Pampulha projetado por Oscar Niemeyer. Em 1945 Juscelino deixa a prefeitura com elevados índices de popularidade pelo ótimo trabalho exercido na capital do estado, seu trabalho lhe rendeu uma nova vitória nas eleições para deputado federal. A carreira meteórica de JK na política parecia não ter limites, em 1950 ele parte para a disputa do cargo de Governador de Minas gerais e vence o pleito de forma esmagadora. Sua posse em janeiro de 1951 também abria a possibilidade de um dia chegar à Presidência da República e JK tinha consciência que tal objetivo passava pela realização de um bom governo em Minas Gerais. Disposto a não desapontar a grande massa que o elegeu Juscelino começa a trabalhar com claras intenções de fazer em esfera estatal o que já havia realizado em Belo Horizonte. A frente do Governo, JK leva adiante sua política desenvolvimentista, estilo que marcou toda a sua carreira política, em um único mandato ele elevou a capacidade energética de Minas gerais, Incentivou a industrialização de regiões mais atrasadas do Estado, construiu 3000 km de novas Estradas, 251 pontes, Modernizou a agricultura e pecuária mineira, 120 postos de saúde além de 130 novas escolas garantindo ensino gratuito para milhares de crianças.

Foto que registra os dois primeiros prédios da escola JK

 

Com tamanhas realizações seu nome ficou conhecido em todo o País o habilitando a disputar uma vaga na presidência da república pelo PSD, sua candidatura foi oficializada em fevereiro de 1955, com o slogan “50 anos em 5” , Juscelino prometia ao povo Brasileiro que se eleito promoveria 50 anos de progresso em 5 anos de governo.No pleito eleitoral do dia 3 de outubro de 1955 JK sai de mais uma disputa com a vitória nas mãos, deixando para trás políticos como Juarez Távora e Plínio salgado. A vitória nas urnas esteve ameaça por uma tentativa de golpe liderada por integrantes da UDN (União Democrática Nacional), porém a legalidade foi mantida com a intervenção do general Teixeira Lott. Com a sua posse em 1956 JK da inicio ao trabalho de por em prática os planos ambiciosos prometidos durante a campanha, sua vida não seria nada fácil, principalmente por conta dos olhos atentos da oposição, mas vencer desafios foi uma constante na vida do homem que saiu de diamantina para chegar a presidência da República. De acordo com a sua política desenvolvimentista ele lança o plano de metas, projeto ambicioso que pretendia por em prática a promessa de 50 anos de progresso, o projeto tinha seis grandes objetivos a serem atingidos até o final do mandato: Energia, Transporte, Alimentação, Indústria de Base, Educação e a Construção de Brasília.

Registro atual do prédio da escola JK

 

A construção de uma nova capital federal era sonho antigo da política brasileira e durante a república o projeto foi adiado várias vezes e coube a Juscelino transformar uma área inóspita do planalto central em uma das mais modernas capitais do mundo, Oscar Niemeyer deu forma a uma cidade de Arquitetura brilhante. A maior crítica que Juscelino recebeu nos seus anos a frente da presidência talvez tenha sido o esforço descomunal e as dívidas adquiridas na sua gestão para dar vida a construção de Brasília, um projeto de proporções realmente faraônicas como nunca antes visto no Brasil, porém a um custo elevadíssimo.Em janeiro de 1961 JK sede seu lugar a Jânio Quadros que havia vencido as eleições. Nos anos seguintes JK atuou no senado federal até que o golpe militar de 1964 veio a cassar o seu mandato e direitos políticos por 10 anos. Sua posição contrária aos militares que tomaram o poder acabou levando Juscelino ao exílio voluntário por 2 anos, onde preferiu palestras para sobreviver.

Em 1967 de volta ao Brasil ele passou a se dedicar a sua fazenda no interior de Goiás e a escrever, trabalho que acabou lhe rendendo uma vaga na academia mineira de letras. A trajetória brilhante de Juscelino Kubitschek se encerrou em um trágico acidente no km 165 da rodovia presidente Dutra quando o carro que ele estava veio a se chocar de frente com uma carreta. Um acidente automobilístico sacramentou o fim de uma carreira política e profissional de um homem que não se rendeu as dificuldades da vida como todo bom Brasileiro.

 

A Escola Juscelino Kubitschek

Prédio da escola JK construído pela gestão Dema

 

A escola municipal de ensino infantil e fundamental Juscelino Kubitschek (JK) está situada à Linha 617, km 12, zona rural do município de Jaru. A instituição foi criada através do decreto 123/81, de 14 de janeiro de 1981, com o objetivo de atender as reivindicações da população que habitava a região. A doadora do terreno que serviu de base para as instalações da escola foi a senhora Maria Graciana e quando a instituição foi reinaugurada na administração do então prefeito Ademário Serafim de Andrade (1957-2014), a moradora recebeu os cumprimentos do gestor pela doação e generosidade da sitiante.

A primeira professora que trabalhou no estabelecimento de ensino foi a senhora Rosita Muniz de Oliveira. No início devido à carência de profissionais, ela começou a lecionar apenas com a 4ª série do 1º Grau (hoje, equivalente ao 5º ano do ensino fundamental). Na época, Rosita trabalhou com sala multisseriada (várias turmas em um mesmo espaço de forma simultânea) e, mesmo em meio a desafios, exerceu com maestria o magistério para o qual havia sido designada.

Embora à época de criação da escola ainda não se falasse sobre o processo de gestão democrática, Rosita Oliveira, que possuía uma visão futurista, já lutava pela democracia no sistema de ensino. Com o seu jeito peculiar e sempre pensando de forma coletiva, a profissional docente organizou um trabalho eletivo e, juntamente com a comunidade escolar, elegeu o senhor José Ribeiro Salomão como presidente da Associação de Pais e Professores – APP (hoje equivalente ao Conselho Escolar). As condições de transporte não eram favoráveis, mas Rosita não media esforços e fazia o necessário para que os objetivos educacionais fossem alcançados.

Diante das necessidades em dar continuidade aos estudos ainda na própria linha vicinal e com isso evitar o êxodo rural foi implantado em 1998 o Projeto Parecis para atender a clientela discente. Dessa forma, os alunos teriam a oportunidade de estudar de 5ª a 8ª série (hoje equivalente do 6º ao 9º ano do ensino fundamental) sem a necessidade de se migrarem para a zona urbana do município. O projeto tinha um público específico e durou até o ano de 2005.

Prefeito Dema abraçando Maria Graciana, a doadora do terreno onde a escola JK foi construída

 

Em 1999, com o fechamento de outros estabelecimentos de ensino que possuíam uma quantidade muito pequena de alunos, a instituição se tornou uma Escola Polo e, com isso, foi preciso melhorar a sua estrutura física para atender a demanda da localidade. Durante a gestão do então prefeito Ademário Serafim de Andrade (1957-2014) houve uma grande reforma no estabelecimento de ensino e a mudança em suas instalações trouxe uma visível mudança em suas dependências. Gradativamente outras conquistas foram sendo alcançadas, entre elas, a construção de salas em alvenaria para atender aos alunos do ensino médio e a edificação do muro em março de 2019, no período da administração do prefeito João Gonçalves da Silva Junior.

Até o momento o escritor Elias Gonçalves lançou três livros, sendo dois deles com foco específico no município de Jaru. Um deles “Vivendo Nossa História”, aborda com bastante propriedade a história das escolas públicas de Jaru e foi lançado em 2013. O outro “Um tratado sobre a música, a literatura e a comunicação jaruense”, fruto de quatro anos de uma intensa pesquisa, destaca os nomes que compõem a história local dentro da temática proposta no título da obra e o lançamento ocorreu em junho de 2019.

O contato com o autor para conhecer as suas produções literárias pode ser feito de duas formas. Pelo WhatsApp através do link https://umzap.com/ELIASGONCALVES, pelo telefone (69) 9 9241-8033 ou através do Facebook, por meio do seguinte endereço eletrônico: https://www.facebook.com/eliasgpjaru.

Foto de Juscelino Kubitschek: Estudo Kids. Disponível em: https://www.estudokids.com.br/jk-e-seu-papel-no-desenvolvimento-do-brasil/. Acesso em 22 de março de 2020.

O escritor Elias Gonçalves durante sessão de autográfos em cerimônia realizada na ACIJ

 

Nota da Redação: As informações referentes à escola Juscelino Kubitschek fazem parte do conteúdo historiográfico contido no livro “Vivendo Nossa História”, cuja propriedade intelectual pertence ao escritor jaruense Elias Gonçalves Pereira e estão sendo publicadas em sites de Jaru no formato de reportagem de forma atualizada no ano de 2020 com a expressa autorização do autor. Todos os direitos Reservados. Copyright © Elias Gonçalves Pereira.

 

As publicações da Série Momento Nossa História estão sendo feitas na seguinte ordem:

  1. Abrão Rocha: 02/03 (segunda-feira)
  2. Aldemir Cantanhêde: 03/03 (terça-feira)
  3. Apae: 04/03 (quarta-feira)
  4. Beatriz Mireya: 05/03 (quinta-feira)
  5. Capitão Silvio: 06/03 (sexta-feira)
  6. Ceeja: 09/03 (segunda-feira)
  7. Centro Educacional de Bom Jesus: 10/03 (terça-feira)
  8. Dayse Mara: 11/03 (quarta-feira)
  9. Elza Maria Fabris: 12/03 (quinta-feira)
  10. Escola D’Jaru-Uaru: 13/03 (sexta-feira)
  11. Gabriel Balmant: 16/03 (segunda-feira)
  12. Governador Jorge Teixeira: 17/03 (terça-feira)
  13. Jean Carlos Muniz: 18/03 (quarta-feira)
  14. José de Souza: 19/03 (quinta-feira)
  15. Josué Montello: 20/03 (sexta-feira)
  16. Juscelino Kubitscheck: 23/03 (segunda-feira)
  17. Marechal Cordeiro de Farias: 24/03 (terça-feira)
  18. Marechal Costa e Silva: 25/03 (quarta-feira)
  19. Maria da Conceição: 26/03 (quinta-feira)
  20. Maria de Lourdes da Silva: 27/03 (sexta-feira)
  21. Maria do Socorro: 30/03 (segunda-feira)
  22. Maria Gomes: 31/03 (terça-feira)
  23. Menézio de Victo: 01/04 (quarta-feira)
  24. Nilton Araújo: 02/04 (quinta-feira)
  25. Olga Dellaia: 03/04 (sexta-feira)
  26. Pato Donald: 06/04 (segunda-feira)
  27. Pedro Vieira de Melo: 07/04 (terça-feira)
  28. Plácido de Castro: 08/04 (quarta-feira)
  29. Raimundo Cantanhêde: 09/04 (quinta-feira)
  30. Tânia Barreto: 10/04 (sexta-feira)
  31. Zenir Carvalho: 13/04 (segunda-feira)

 

Por:Elias Gonçalves