Moradora de Theobroma pede ajuda para dar continuidade a tratamento da filha que teve câncer na infância e hoje com 24 anos, sofre de hidrocefalia

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A mãe relata que o médico que atendeu não quer dar o encaminhamento

O tratamento médico de Pâmela Jéssica Peixoto dos Santos foi interrompido por causa da pandemia de Covid-19, mas a sua mãe entende que ela precisa de acompanhamento profissional (Foto: Acervo da Família)

 

Almerinda Mercês dos Santos, moradora de Theobroma, em contato com a reportagem do Portal P1, solicitou ajuda para conseguir dar continuidade ao tratamento da filha, Pâmela Jéssica Peixoto dos Santos, que foi diagnosticada com um câncer aos sete anos e, atualmente com 24 anos de idade, sofre de hidrocefalia.
A mãe de Pâmela relata que após um intenso tratamento feito em São Paulo, a menina conseguiu reverter a situação, mas, posteriormente, vieram as sequelas.

Conforme narra Almerinda, atualmente, sua filha possui 24 anos de idade, mas, como uma possível consequência do câncer que teve ainda na infância, sofre de hidrocefalia. Mesmo sendo adulta na idade, tem a parte intelectual como se fosse uma criança. Há alguns dias, tem passado também por uma mudança de comportamento, onde não responde pelo lado esquerdo. Relativamente, está paralisando parte do corpo, além de outros sintomas. Uma das razões seria pelo fato de o tratamento ter sido interrompido por causa da pandemia de Covid-19, o que pode ter contribuído com a progressão da doença.



Almerinda relata que procurou o Hospital Municipal em Theobroma para que algum profissional pudesse encaminhar sua filha a um neurologista ou outro especialista e com isso o tratamento adequado fosse feito. Entretanto, conforme afirmou à reportagem do Portal P1, o médico que atendeu a paciente se negou conceder o encaminhamento alegando alguns empecilhos, entre os quais teria dado a entender que a filha de Almerinda estaria entre a vida e a morte, o que em tese, pouco adiantaria a realização de um tratamento hospitalar.

Mesmo ciente que se trata de uma situação grave, Almerinda Mercês dos Santos quer lutar até o fim e para isso não tem medido esforços visando a continuidade do tratamento que sua filha tanto precisa. A moradora trabalha como diarista, mas tem buscado forças para garantir que a filha tenha um tratamento adequado com profissionais especializados. “Hoje minha filha não tem mais câncer, mas sofre com possíveis sequelas da doença”, disse Almerinda, alegando que a palavra desistir não existe em seu vocabulário.

Em contato com o Prefeito de Theobroma Gilliard Gomes do (PSD), disse que já entrou em contato com a secretária de saúde para saber qual foi o médico e como aconteceu, e que também ira procurar a mãe da jovem. O PortalP1 acompanha o caso.